sexta-feira, 26 de junho de 2009

Olá pessoal, andei meio ocupada esses dias e não deu pra postar, mas lá vai mais uma das minhas reflexões:

Vocês já pararam pra refletir quanta trajédia tem passado nos noticiários nas últimas semanas? O avião da Air France, a moça assassinada no protesto em Teerã e por último o Michael Jackson... todas essas notícias envolvendo a vida, ou melhor a perca dela, só nos fazem concluir o que todo mundo está careca de saber: pra morrer basta estar vivo! Mas daí eu pensei mais um pouco e cheguei a outra conclusão: esse é um dos únicos instantes de nossas vidas em que somos iguais de fato, acho que isso só acontece quando nossas vidas começam e acabam. Chega a ser assustador pensar na morte desse jeito, um dia você embarca em um avião para uma rotineira viagem de negócios, ou para curtir as férias no velho mundo e em uma fração de segundos tudo vai literalmente pelos ares, deixando sonhos interrompidos. Ou então você está lá, lutando por algo que é seu direito, o direito de ter os seus direitos respeitados e é atingido por uma bala, que ninguém sabe e nem viu de onde veio. Acho que o caso do Michael Jackson é um pouco mais complexo, levando-se em consideração que niguém sabe ainda as circuntâncias que o levaram a morte. Mas se você pensar bem a situação é a mesma, hoje pessoas do mundo inteiro choram com a sua morte, até quem não era muito fã está meio chateado, o que não o faz diferente dos passageiros da Air France ou da moça de Teerã, pois as lágrimas não poderão trazê-lo de volta. Hoje a gente lamenta, mas daqui alguns meses como lembraremos dessas pessoas? Os passageiros da Air France provavelmente virarão estatísticas em acidentes áreos, a moça de Teerã talvez vire ícone de uma revolução, ou talvez seja só mais uma que acreditava no que era certo... o Michael Jackson, esse sim, vai virar uma lenda, ao estilo de outros como John Lenon ou Bob Marley, afinal o legado que ele nos deixou rompe fronteiras. Mas e nós, como seremos lembrados? Somos aquilo que sentimos e o que fazemos, e essa é a principal herança que deixamos a quem nos cerca, por isso é bem melhor ser lembrado pelos sorrisos, pelas piadas, pelos abraços, do que pelas caretas, pelas relamações e pela indiferença. O que eu quero dizer é que não importa se somos pobres ou ricos, jovens ou velhos, anônimos ou popstars, sempre chega a hora de partir e não temos como saber quando chegará...então aproveitemos cada minuto como se fosse o último, façamos o que realmente temos vontade. Não se envergonhe de rir alto na rua, cumprimentar um desconhecido no ponto de ônibus, chorar assistindo filme água com açucar ou preferir os desenhos animados aos telejornais. Você é o que você faz, e pelo menos aqui só tem uma chance de ser feliz, por isso aproveite e deixe boas recordações!!!!


bju pra todo mundo


fui

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